...sobre mentira...

Eu estou farta desse lance de hipocrisia. Disso de falar coisas sempre para se defender, coisas que não são verdade; de dizer “eu te amo” para alguém e falar muito mal dessa pessoa para o resto do mundo; todos os outros menos você mesmo, aquele que mais precisava sentir esse amor em forma de sinceridade. Vamos falar sério...? Pra que serve a cruz de Cristo? Não é para por abaixo tudo aquilo que vem de trevas? Não é para libertar-nos da mentira e falsidade, de aparências? De conquistas, de lutas pela própria popularidade? Quem fala mais com quem... quem é mais convidado para que... quem viaja mais, quem aparece mais, quem sorri mais, quem é mais feliz, que tem mais discípulos, quem sabe mais versículos...? Bom, isso é só um desabafo de coisas que já vinha sentindo há muito tempo. É muito fácil a gente sempre julgar a reação das pessoas, sem pensar nunca no que fizemos para que elas reagissem de tal forma. E o raciocínio se aplica a mim. Vou refletir... Para mim, a maior demosntração de amor, é falar a verdade. Mesmo que doa, é a única coisa que vai realmente fazer diferença na vida de alguém.VERDADE! E a verdade, para quem precisa ouvi-la, a verdade “na cara” e não “nas costas”. Espero que todos possamos refletir a respeito disso...
Escrito por Carol pierosan às 15h03
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Para me despedir... citações importantes de grandes - eu diria amigos, mas como a palavra amigo hoje está muito carente de significado - irmãos:
“O mundo não quer verdade; o mundo quer o que o mundo quer. É como uma criança sem maturidade e birrenta, que não aceita o que não gosta. Só que o mundo não cresce. Não evolui. Involui. Buscar a verdade usando como padrão a minha vontade, de acordo com o que EU quero, com o que EU gosto? Viver em uma ilusão à la Matrix sem querer enxergar o mundo real? Existe algo mais patético, mais digno de pena do que isso? Não consigo imaginar... ‘A mentira não se torna verdade por se difundir e ser aceita facilmente. Assim também, a verdade não se torna mentira pelo fato de ninguém a ver. (Gandhi)’ ” (Paulo – www.pauloincj.blogspot.com – 25/07/2005)
“Vergonha na cara e coerência. Bonitinhas as palavras? Eu também acho. Mas elas ficam ainda mais belas quando, como na letra do começo do post, elas se transformam em ações, e não ficam simplesmente na verborréia vazia (ou no post vazio ;D ). Discurso, todo mundo tem. Crítica, todo mundo tem. Capacidade pra escrever sobre incoerência no blog, todo mundo tem. Para tudo isso, ser medíocre serve. Para agir, não.” (Paulo – www.pauloincj.blogspot.com – 25/12/2005)
“Preciso de fé. Mais fé. Se ela fosse do tamanho de um grão de areia eu seria capaz de mover montanhas. E eu consigo mal e mal perdoar um amigo. Que fé é essa? Um dia me ensinaram que até nossa própria fé é Deus quem dá. Então eu quero. Vou pedir e Ele vai me dar. Serei extremo para me fazer entender. A meu ver, ninguém que saiba de onde virá a sua próxima refeição ou onde irá dormir hoje à noite deveria ter o direito de dizer que tem fé.” (Dini – www.dininews.zip.net – 11/08/2006)
“Devemos estar preparados para refutar – isto é, apresentar uma refutação racional, não apenas dizer que discordamos – os conceitos equivocados populares que deixam as pessoas com idéias confusas e mal-dirigidas sobre Jesus e sobre a natureza da fé cristã."
(Marcos – www.markitus.zip.net – 29/06/2006)
Escrito por Carol pierosan às 15h02
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E AGORA...?

Essa pergunta perpetua em meu messenger há algumas semanas... antes por motivos muito particulares e agora por uma profunda tristeza e preocupação por todos aqueles que amo. E agora...? E agora que fiz o que pensei que nunca fosse capaz...? E agora que as coisas sairam do meu controle? E agora que tudo parece perda e dor? E agora que não tenho grandes planos, sonhos e nem perspectiva... e agora? É fácil viver acreditando, ou quem sabe fingindo que tudo está bem e que nossa vida caminha tranquilamente para a concretização de metas, para a solidificação de relacionamentos e para a construção do nosso próprio caráter... tudo o que queremos, tudo o que buscamos... certinho. Não sei se você já passou por algo chamado frustração... A frustração foi a minha grande companheira nesses últimos meses. Quem está mais perto sabe o porquê. Mas independente dos meus porquês, pergunto sem cessar... o que existe depois da frustração? Parece que há cada vez menos tempo de vida para “mudar tudo”... “recomeçar”... “dar uma guinada”... Outro dia assisti A cada manhã, um filme em que o personagem principal era o “homem-do-tempo” – jornalista que faz as previsões meteorológicas no noticiário – e a vida dele era uma droga. Apesar do filme ser monótono, chato e deprimente (como a vida da maioria das pessoas), uma reflexão feita pelo personagem – na verdade pelo autor né!- me chamou atenção... disse ele: “A cada ano que passava na minha vida, menores eram as possibilidade de mudar ou transformar aquilo que eu era... fui deixando passar as oportunidades até que cheguei até aqui e me tranformei naquilo que sou, sem mais tempo para mudar qualquer coisa da minha vida ou em mim mesmo”. É claro que para os cristãos isso é visto de uma perspectiva totalmente diferente. Essa vida sendo apenas o começo – um processo de transformação - rumo à uma eternidade de conhecimento, plenitude e felicidade. Mas apesar de crer nisso de todo coração... ainda sinto esse medo... de não poder garantir nada... até a respeito de mim mesma... e quem pode garantir? Os erros que você cometerá... as coisas e situações das quais se omitirá... até onde poderá chegar? Quando olhará pra trás e desprezará a si mesmo... sem poder crer naquilo que acabou de fazer... você já passou por isso? Eu já. Então por isso eu pergunto... “E agora..?”. Pergunto pra mim mesma, e mais, para Deus, o único que conhece o depois. Até onde eu posso tranformar algo e tenho como evitar que coisas aconteçam...? Acho que é eterna mesmo essa busca, enquanto nessa vida estiver... procuro, procuro... minha desconhecida amiga... a sabedoria.
Escrito por Carol pierosan às 12h01
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