A outra face

“Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos.
Quem não ama permanece na morte.
Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo”
(I João 3:14-15)
Luto para não ser uma assassina. Luto para não odiar. Na verdade não luto para não odiar, porque não gosto de ódio, não sinto prazer na raiva, no rancor, acho inclusive desconfortável, acho escuro e fedido. Gosto de ar limpo. Gosto de perdão... se eu vivo hoje, se eu ainda existo, é graças ao perdão. Minha luta então, é para não cair na indiferença. Para não cair no “não me importo mais com você”, porque sei que se continuar me importando vai doer muito...
No íntimo, em particular, Pedro disse: te amo! Morrerei por você! Jamais te deixarei! E mais tarde, em público, 3 vezes repetiu:
Não o conheço, nem sei quem é!
Amor oculto, traição pública.
O injuriado nos ensina... “vire a outra face”. Confie de novo, cumprimente de novo, ame e perdoe.
“Você gosta de mim Pedro? – Você sabe bem que te amo!
Você gosta de mim Pedro? – sabe que eu te amo!
Você me ama?
Tu sabe de tudo o que acontece, sabe que eu gosto de ti...” *
Então, está ai! Queridos “amigos” (considere a carência de sentido da palavra que mencionei semana passada e reflita) leitores... sei bem disso. Quero isso. E como muitos, estou aprendendo. Só fico triste ás vezes, por amar demais... por esperar demais, por nunca estar preparada para ser traída, por nunca conseguir entender muito à respeito disso... não que nunca tenha mentido ou ferido alguém, mas eu me sinto tão, mas tão mal quando faço isso... com tanta vergonha...
Bem, ia concluir dizendo que acho que preciso aprender a ser mais indiferente, mas na verdade não acredito na indiferença e não posso afirmar isso. Talvez precise aprender mais de Cristo mesmo... pedir que Ele próprio me ajude a virar a minha outra face... quantas vezes for necessário. Deus nos amou quando ainda éramos pecadores... quem sabe devamos virar o rosto para quem ainda vai bater...
* João 21:15-17
Escrito por Carol pierosan às 22h45
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