LIÇÕES

...Te deixo para trás como um fardo pesado e a partir de hoje me considero uma sobrevivente...
alguém que durante muitos momentos desse periodo esteve a ponto de desistir... e que de fato desistiu ...
Até hoje eu acreditava em muitas coisas...
pensava que algumas amizades eram verdadeiras, acreditei mais uma vez que certos sentimentos eram reais.
As decepções foram tão grandes e tão profundas que pensei não poder suportar.
Esse foi um tempo de rejeição, de engano, de desilusão... perdi amigos que eu amava sem nunca ter sido amada por eles, perdi a vontade de lutar por melhores relacionamentos, perdi alvos pessoais, perdi sonhos que eram puros, perdi minha sanidade lutando para manter algo que já tinha ruido há muito tempo...
perdi minha razão e a vontade, fui desmoralizada por minha própria honestidade, num meio em que as máscaras contam mais...
Chorei, chorei, chorei... chorei muito. Mas muito mesmo... pense em alguém esvaindo-se em lágrimas... essa fui eu, durante esse bloco duro, frio e feio de uma sequência de nocautes que foi o meu 2006.
E chorei de raiva, chorei de solidão, chorei muitas e muitas vezes de saudades, chorei de medo, de frio, de agonia, de fome, de resignação, chorei por estar doente...
Hoje eu sou alguém muito mais desconfiada. Costumava dizer que a minha confiança era algo que eu dava de presente, que só a perdia quem me magoava muito... mas acho que cheguei ao ponto em que é preciso conquistá-la para merecê-la... então isso mudou.
Tive tantas experiências com a falsidade humana e com a incoerência desavergonhada, com a safadez escancarada, que aprendi a ser menos ingênua... Embora com tristeza admita que não creio que muitas pessoas vão se dar ao trabalho de conquistar minha confiança.
Mas se tantas coisas eram mentira, descobri que eu posso viver o pouco de verdade que eu acredito existir... então queria propor algumas coisas...
Escrito por Carol pierosan às 02h41
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